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Ministério da Saúde não assume data de abertura do internamento de psiquiatria da ULSBA, nem esclarece as implicações para os trabalhadores e para os serviços de urgência e fisioterapia da entrega do hospital de Serpa a uma entidade privada

 No decorrer da discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2015, o PCP confrontou hoje o Ministro da Saúde com duas matérias relevantes para o distrito de Beja.

O PCP começou a sua intervenção dizendo que queria cobrar uma promessa ao Ministro da Saúde relativa ao Departamento de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo e ao seu serviço de internamento. Sobre esta matéria o ministro já deu razão ao PCP sobre a demora na resolução do problema e na discussão do orçamento para 2014 comprometeu-se com a resolução do problema. Entretanto a meados do ano foram aprovadas as recomendações do PCP sobre a matéria. Apesar de todas as proclamações e posições, o internamento continua encerrado. Em resposta ao PCP o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde informou que já tinham sido colocados dois psiquiatras e faltavam ainda mais dois para poderem abrir o serviço de internamento. Nada foi referido ou assumido quanto à data de abertura dos serviços, a não ser que estão a trabalhar num acordo com o Hospital de Santa Maria, sobre a resolução do problema de falta de médicos.

O Grupo Parlamentar do PCP questionou ainda o ministério sobre a transferência do hospital de Serpa para uma entidade privada, nomeadamente questionando: Quais as implicações e as áreas que serão afetadas com a redução dos encargos globais de funcionamento, conforme a lei obriga; Qual será o futuro dos trabalhadores, tendo em conta que, por exemplo, dos 20 enfermeiros existentes, a entidade privada só pretenderá assumir metade e que a ARS do Alentejo, não permite à ULSBA que assuma os restantes; Sobre o futuro do serviço de urgência, tendo em conta que está a funcionar no edifício do hospital; E sobre o futuro do serviço de Fisioterapia, que apesar de estar contiguo ao hospital e funcionar em colaboração, é autónomo. Por fim, foi questionado o governo para que confirmasse a informação e implicações da eventual intenção da entidade privada de restabelecer o Bloco Operatório, depois de este ter sido encerrado por anteriores governos.

 

Sobre o hospital de Serpa, o ministro foi muito parco na resposta, referindo que está a ser acordada a transferência, não assumindo as informações que circulam na região que dão conta que esta estará para breve. Muito menos esclareceu o conjunto de incógnitas associadas à transferência, nomeadamente quanto ao futuro dos profissionais que trabalham naquela unidade.

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