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Apresentação dos candidatos da CDU pelo circulo eleitoral de Beja

 

 

Queridas amigas e amigos, camaradas

 

Quero em primeiro lugar em nome da direcção do PCP, saudar todas e todos os democratas e patriotas que se quiseram juntar a esta sessão pública de apresentação dos candidatos CDU, pelo círculo eleitoral de Beja às próximas eleições legislativas.

 

Quero ainda saudar de forma especial, os nossos companheiros do Partido Ecologista os Verdes e todos os candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Beja.

 

Trata-se de um colectivo composto por homens e mulheres, com provas dadas na dimensão política, social, laboral, educacional, cultural e ambiental.

 

Um colectivo, cuja acção se pauta por uma intensa intervenção na defesa dos direitos e interesses dos que aqui vivem e trabalham e por um distrito e uma região onde seja bom viver e que têm do exercício do poder, a concepção de servirem e não de se servirem.

 

Permitam-me ainda que saúde o meu camarada João Ramos, deputado e primeiro candidato da lista da CDU agora apresentada.

 

João Ramos, um comunista, com provas dadas, ligado profundamente a Beja, ao seu povo, aos seus problemas e anseios, com um trabalho notável enquanto deputado do PCP, na defesa dos trabalhadores, de todos os que menos têm e menos podem, na apresentação de propostas concretas para o progresso e desenvolvimento do distrito e da região.

 

Camaradas e amigos

 

Aqui estamos hoje neste acto público, que tendo o propósito de apresentar a lista da CDU, sustenta a afirmação das soluções, para uma vida melhor e uma região e um Portugal com futuro.

 

Soluções, construídas na base da análise da realidade, na auscultação e recolha de contribuições de muitas centenas de democratas e patriotas e entidades, soluções que correspondem não só às necessidades dos trabalhadores, do povo e do País, colocando como primeira condição a ruptura com a política de direita, como demonstram que é possível um outro caminho.

 

Um caminho que rejeita a chantagem e a pressão, o primado do poder económico sobre o poder político, causa e efeito da corrupção, nepotismo e favoritismo que marca a realidade vigente imposta pelos partidos da política de direita PS, PSD e CDS.

 

Um caminho que nega o absolutismo da ideia imposta pelos centros do poder alternante de PS, PSD e CDS, que afirmam que não há fuga ás imposições da União Europeia e do directório das grandes potenciais, ao tratado orçamental e á governação económica.

 

Um caminho que recusa o prosseguimento das privatizações, de destruição de emprego e de direitos laborais, de serviços públicos, de exploração e de empobrecimento dos trabalhadores e do povo.

 

Um caminho que diz não ao deliberado e prolongado processo de despovoamento do interior, ao cariz predador do uso e posse da terra, á brutal ofensiva contra o poder local, á água pública, à negação da regionalização como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento e progresso da região.

 

Um caminho que coloca no centro os trabalhadores e o povo, a defesa da soberania e independência nacionais, o aumento da produção nacional, o aproveitamento das potencialidades da região na agricultura, na floresta, nas pedras ornamentais, nas riquezas do subsolo, no desenvolvimento industrial, no turismo, na criação de emprego com direitos, serviços públicos de qualidade e em quantidade, um poder local que no quadro do respeito pela Constituição da República e do livre associativismo municipal se afirme como uma real força de progresso e desenvolvimento local e regional, recusando as tentativas de municipalização da saúde, educação, segurança social e cultura e de desreponsabilização da administração central do Estado.

 

Um caminho que coloca a necessidade da ruptura com os principais constrangimentos para o nosso desenvolvimento soberano – como o Tratado Orçamental, o Pacto de

Estabilidade, a Governação Económica, e coloca a necessidade imperiosa da renegociação da divida nos seus prazos, montantes e juros, o controlo publico das empresas e sectores estratégicos, nomeadamente da banca, a reposição da soberania orçamental e monetária.

 

Um caminho e uma postura que rejeitando o processo de ingerência e chantagem da União Europeia e do FMI sobre os povos e o direito a escolherem livremente o seu caminho, coloca a exigência de uma Europa de paz e cooperação entre Estados iguais em direitos.

 

O PCP, afirma e reafirma que o caminho e soluções que escolheu rejeita, o conformismo e a resignação, acredita na força do povo português, na sua capacidade de realização e transformação, na sua vontade de quer construir um país e uma região ambientalmente equilibrada, com produção e trabalho, com serviços públicos, com uma justa distribuição da riqueza, onde seja bom viver e de onde não se tenha que partir para emigração como aconteceu com o quase milhão de portugueses nos últimos quatro anos, muitos dos quais alentejanos.

 

Um caminho que encontra na Constituição da República os instrumentos e orientações necessárias para a construção de um Portugal de progresso, livre e soberano e que reclama um Estado para cumprir a Constituição e não para servir os interesses dos ricos e poderosos.

 

Camaradas e amigas e amigos

 

A CDU, força que integra o PCP, o Partido Ecologista os Verdes, a Intervenção Democrática e muitos milhares de independentes, olha para realidade não como algo imutável, mas sim como um processo em transformação onde a força, a vontade e a luta do povo constituem elementos fundamentais para a construção de uma política patriótica e de esquerda.

 

Uma força que considera que ninguém é dono do voto e da vontade de cada um e que não há sondagens, nem medos fabricados pela máquina da propaganda ideológica do grande capital, nem o anuncio de vitórias antecipadas que sejam capazes de vencer a vontade e a inteligência dos portugueses.

 

Inteligência de homens e mulheres que confrontam a propaganda de que, “o pior já passou”, do “temos os cofres cheios”, de que, “estamos a recuperar”, com a realidade assim como as promessas eleitorais de quem as negou sempre a seguir, sentindo que, por efeito da alternância na concretização da politica de direita por PS, PSD e CDS, da política de submissão ás grandes potencias da U.E. e ao grande capital transnacional, a sua vida foi transformada num inferno, os seus salários e reformas estão degradados, os seus empregos foram destruídos, os serviços públicos na saúde educação e segurança social estão piores, a nossa industria foi quase liquidada, a nossa agricultura e pescas estão depauperadas, o nosso futuro está hipotecado.

 

São cada vez mais aquelas e aqueles que vêem e com razão na CDU a força da coragem, da dignidade, do trabalho, da honestidade e da competência, a força que não trai, a força que é portadora da verdadeira alternativa para o País e das soluções para uma vida melhor, esteve, está e estará sempre do lado dos trabalhadores e do povo.

 

Tal como ficou demonstrado, na marcha nacional a força do Povo realizada no dia 6 de Junho em Lisboa, onde estiveram presentes mais de cem mil homens, mulheres, jovens, trabalhadores, reformados, democratas e patriotas, a CDU é uma força que projecta a força, e a alegria de viver e lutar por um Portugal com futuro. Uma força em crescimento, que congrega e junta, que não falta à palavra dada, nem aos compromissos assumidos com os trabalhadores e o povo.

 

Não temos dúvidas que é esta força imensa, a força deste povo heróico, resistente e sacrificado por 48 anos de fascismo e 38 anos de política de desastre nacional promovida pela troika nacional que, acabará por pôr fim ao longo processo de destruição de Abril, das suas conquistas e direitos e abrirá de novo o caminho dos valores de Abril no futuro de Portugal.

 

Partimos para esta batalha eleitoral, de cabeça erguida, com a confiança e a determinação, próprias de quem sabe ter cumprido o seu papel na acção e na luta, de quem sabe que, a CDU foi quem mais problemas do distrito levantou na Assembleia da República e quem mais propostas apresentou para a resolução dos graves constrangimentos que afectam os trabalhadores, as micro, pequenas e médias empresas e agricultores, os produtores de cultura, os serviços de saúde e educação, foi quem com coragem apresentou um Plano Imediato de Intervenção Económica e Social para o Alentejo e em cujo debate em comissão não contou com presença de nenhum deputado alentejano eleito pelo PS e PSD, e na votação final PSD/CDS votaram contra e PS absteve-se, confirmando assim que este distrito o Alentejo e o País precisam de ter na Assembleia da República deputados que os defendam e que sejam portadores de um projecto alternativo de esperança para a região e para Portugal, mais deputados da CDU.

 

Fazendo um esforço enorme para ocultar que, o que vamos eleger são deputados e não um primeiro-ministro e que são as maiorias que se formam na Assembleia da Republica que determinam a formação dos governos,/ PS, PSD e CDS com o apoio do Presidente da República, desenvolvem uma intensa campanha de mistificação com o sentido de assegurarem o rotativismo político e a política do “vira o disco e toca o mesmo”.

 

É aliás sintomático que, Passos Coelho diga que, o importante é que alguém (PS ou PSD/CDS) tenha maioria absoluta e percebe-se porquê o que eles querem é assegurar o prosseguimento da política de direita.

 

Por isso precisamos de em toda a parte, agir com a nítida convicção de que o reforço eleitoral da CDU é uma questão central para romper com o caminho seguido até aqui, e construir um caminho de progresso e desenvolvimento para a região e o país.

 

O que está em jogo nas próximas eleições é a escolha entre dois caminhos – manter o velho e estafado trajecto da política de direita de PS, PSD e CDS que conduziram o País à crise e os portugueses ao empobrecimento ou a passagem para um caminho novo, com uma política patriótica e de esquerda.

 

Como a vida demonstra e tantas vezes afirmámos, quem produziu os PEC, quem assinou o Pacto de Agressão, quem está atolado na corrupção e no nepotismo, quem está de joelhos perante os ricos e poderosos, quem destruiu a nossa industria, a nossa agricultura e pescas, quem produziu mais de um milhão de desempregados, mais de dois milhões e meio de pobres, quem cortou apoios sociais aos desempregados, aos deficientes, salários e pensões aos trabalhadores e reformados, abonos de família a milhares de crianças, quem encerra escolas e degrada outros serviços públicos, não está em condições de encetar outro caminho.

Entrámos agora numa dinâmica diferente, na linha oportunista que caracteriza os partidos da política de direita, PSD/CDS acenam agora com medidas para os idosos, os mesmos que viram reduzidas as suas pensões e reformas, cortados os transportes para doentes não urgentes, reduzidas as condições de acesso aos serviços de saúde.

 

Por isso alertamos cuidado com os profissionais da mentira e da demagogia, cuidado com os pantomineiros e lembramos uma expressão antiga do nosso povo, atenção “quem mete a raposa no galinheiro sujeita-se”.

 

É o caso de PS, PSD e CDS, cujo descaramento não tem medida, que sendo governo de forma alternada têm vindo a destruir as nossas vidas.

Agora é o vale tudo, mas é preciso não deixar esquecer que, eles, os que querem iludir os portugueses são a causa e não a solução para os nossos problemas, uns e outros estão presos de pés e mãos aos compromissos com o grande capital.

Na verdade se PSD e CDS querem manter o confisco dos salários dos trabalhadores da administração pública por mais 4 anos, perpetuar a contribuição extraordinária e cortar 600 milhões de euros na segurança social, o PS quer manter o roubo nos salários por mais dois anos, quer perpetuar o enorme aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e as medidas gravosas do código do trabalho, quer manter em sede de IRC os instrumentos que permitem aos grupos económicos e financeiros realizar um “planeamento fiscal” para facilitar a fuga aos impostos. Quer manter a política de privatizações e lançar uma contra reforma da segurança social, comprometendo a sua sustentabilidade, admitindo o aumento da idade da reforma e o plafonamento.

 

 

Plafonamento que PSD/CDS dizem não querer, mas que de facto querem ao dizerem que fica ao critério de cada um, isto é uma treta, uma treta que procura esconder que tal como o PS eles querem quebrar igualmente o carácter solidário entre gerações em que assenta a segurança social pública e universal.

 

Por isso nós dizemos que, não basta mudar de governo é necessário mudar de política.

 

Sim nós vamos para esta campanha eleitoral, confiantes, uma confiança que, todos os dias se renova e alarga, contando com a participação e empenho de milhares de activistas da CDU.

 

Uma campanha eleitoral que com confiança e convicção afirme que está nas mãos dos trabalhadores dar força, com o seu apoio e seu voto na CDU, assegurar um caminho que rompa com o continuado rumo de desastre nacional e abra caminho a uma política patriótica e de esquerda.

 

Uma campanha que reganhe a confiança dos que desistiram e resignaram, mostrando que, o voto na CDU, no PCP – PEV é um passo mais no caminho de um Portugal com futuro.

 

Uma campanha que conta com todos vós para a batalha do esclarecimento contra a mentira, a demagogia e mistificação, pela afirmação com base nas propostas concretas da CDU de que, sim é possível uma vida melhor.

 

Uma campanha que afirme e reafirme, que o PCP e a CDU, são incontornáveis para a construção de uma política alternativa e que está disponível para assumir todas as responsabilidades que o povo lhe der incluindo governativas, para realizar uma política patriótica e de esquerda e não para dar cheques em branco para a continuação da política de desastre nacional.

 

Contamos com a vossa acção, com o vosso trabalho de esclarecimento e mobilização popular para o voto na CDU

 

Contamos com o apoio e o voto do povo de Beja e deixamos-vos um convite para que participem em força na festa do Avante!, na festa do Portugal de Abril que, se realiza nos dias 4,5 e 6 de Setembro e que, constituirá um momento de grande importância na batalha eleitoral e para a luta que continua por um país livre e soberano, pela democracia e pelo socialismo.

 

Viva Beja

 

 

Viva a CDU

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