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Intervenção na apresentação de candidatos

 

Amigos e camaradas,

 

É com a alegria que nos juntamos aqui hoje para apresentar os candidatos da CDU à Assembleia da República. Para apresentar os candidatos que darão os deputados e formarão Grupos Parlamenteares que defenderão os interesses da nossa região e das suas populações na Assembleia da República. Os deputados que continuarão, como sempre fizeram, a defender os interesses da larga maioria dos portugueses - o povo e os trabalhadores - e não apenas os interesses de uma elite de privilegiados, como outros fazem.

 

A CDU apresenta uma lista renovada e de jovens. Uma lista que demonstra que no seio da CDU, no PCP, no PEV, e os muitos independentes que encontram na CDU o seu espaço de intervenção política, existe massa para continuar e renovar a luta por um Portugal mais justo, luta que não é nova e também cada vez mais necessária. Esta lista demonstra que a CDU e os partidos que a compõem têm estado, estão e estarão ao lado do povo português nas suas lutas, revindicações, aspirações e conquistas.

 

Uma lista de jovens, mas com larga experiência de trabalho junto das pessoas na resolução dos seus problemas. Os candidatos da CDU têm trabalho reconhecido nas escolas junto das crianças e jovens, nos idosos e nas instituições que os apoiam, no apoio à saúde, na transversalidade de intervenção autárquica, na cultura. Não há um candidato da CDU, que no âmbito a sua atividade profissional ou cívica, não contacte diariamente com as pessoas, o que lhe dá uma grande preparação para a tarefa a que se propõe, porque precisamente são as pessoas, a razão da nossa intervenção política.

 

Uma lista cujo mandatário, o Dr. Telo Faria, que pela sua intervenção profissional, social e política, e pelo seu prestígio reconhecido muito além das fronteiras do nosso distrito, é importante elemento de afirmação do lema da CDU: Trabalho, Honestidade e Competência.

 

Amigos e camaradas,

 

Estamos assim em condições de desenvolver um intenso trabalho de esclarecimento na campanha eleitoral que decorrerá até às eleições de 4 de outubro. Um trabalho que já se iniciou e que tem nesta iniciativa de apresentação de candidatos, um importante elemento. O trabalho da CDU e a sua essência são de proximidade com as pessoas e as comunidades. E por isso, sessões públicas, de esclarecimento e de afirmação espelham a forma como nos apresentamos ao eleitorado. Porque o contacto direto é a essência da nossa intervenção e isso demonstrámo-lo nas centenas de contactos, encontros e visitas que realizamos no decorrer da nossa atividade.

 

E esta não é a primeira sessão pública. Já em 30 de junho realizámos em Beja uma sessão com a presença do Secretario Geral do PCP. Temos estado na rua e assim continuaremos porque é necessário motivar os desmotivados e os desacreditados na política dos últimos 38 anos, mostrando-lhe que as soluções e a alternativa existem. Que a alternativa e as soluções estão na CDU e o que é preciso são votos, cada vez mais, para dar força a essas soluções.

 

Amigos e camaradas

 

Temos, por isso, pela frente, o trabalho de lembrar que em outros momentos da nossa história coletiva, pareceu estarmos num beco sem saída. E o povo, sempre com o povo, foram encontradas soluções para um outro caminho, outras alternativas e futuros melhores. A última vez que aconteceu foi com a Revolução de Abril.

 

Este é também o tempo de lembrar, o que ainda recentemente demonstrámos. Que no distrito de Beja é a CDU que mais trabalha, que mais questões do distrito leva à Assembleia da República e que mais soluções apresenta para os problemas identificados. A Assembleia da República precisa de deputados que trabalhem, no sentido certo, e por isso quanto maior for o reforço da CDU, mais garantias têm as populações que os seus interesses serão defendidos e mais condições há para afirmar as soluções que o distrito e o país precisam.

 

O tempo que antecede as eleições é também tempo de relembrar que as dificuldades que o país atravessa, são fruto da ação de três partidos, mas apenas de uma política – a política de direita. Os problemas do país radicam aqui. O país tem mudado de governos, tem alternado os partidos que constituem estes governos. Mas as políticas têm sido sempre as mesmas e por isso o rumo do país não se tem alterado.

 

Porque, independente dos partidos que têm governado, as políticas têm sido de afastamento das conquistas de Abril, de redução do Estado e de privatização de setores estratégicos, de ataque e limitação da capacidade de intervenção do Poder Local Democrático, de benefícios fiscais e redução de impostos para os grandes grupos económicos e o setor financeiro. Mas também de desvalorização do trabalho, de redução de salários e facilitação de despedimentos, de congelamento e redução de pensões e reformas. Em suma quando se trata de aumentar receitas e de reduzir direitos viram-se para o lado de quem vive do seu trabalho ou do que já trabalhou. Quando se trata de distribuir benesses ou de reduzir pagamentos viram-se para o lado da especulação, da finança e dos grandes grupos económicos. Sempre com os argumentos de que serão criados mais postos de trabalho e a economia melhorará, mas isso nunca acontece.

 

Isto é o que tem acontecido ao longo de 38 anos de alternância no poder entre PS, PDS e CDS.

 

Antes das eleições, até com a ajuda do Presidente da República, já começaram a dizer aos eleitores que o que é preciso é estabilidade governativa. Já começaram a tentar convencer os eleitores que o melhor para o país é que os portugueses votem em quem quiserem desde que deem maioria ao PSD ou ao PS. E se isso não acontecer, que essa maioria seja possível com o CDS. Isto é, querem dar-nos mais do mesmo.

 

A vida tem demonstrado para que usaram, PS, PSD e CDS as maiorias absolutas. Demonstraram-no com os governos de Cavaco Silva, com o primeiro governo de Sócrates e com ao atual governo Coelho/Portas. PS, PSD e CDS sempre utilizaram as maiorias absolutas para mais atacarem o povo e os trabalhadores, para irem mais fundo na exploração e destruição dos seus direitos, para mais roubarem nos seus salários e reformas.

 

Percebemos porque apelam PS, PSD e o Presidente da República à existência de maiorias. E são essas mesmas razões que devem levar o povo português, a não ir atrás de conversas e a depositar livremente o seu voto nas forças políticas que melhor defendem os seus interesses. E se isso acontecer, não temos dúvidas que a CDU sairá reforçada nas eleições de 4 de outubro.

 

A nível distrital a conversa da conquista da maioria também já está montada, com destaque para o PS que anda a afirmar que pretende voltar a ter dois deputados. Os que os eleitores do distrito se devem questionar é o que fez o PS pelo distrito? Para que serviram os votos no PS? Para terminar as infraestruturas que aguardam há anos construção e funcionamento – IP8, aeroporto, qualificação das ligações ferroviárias? Não, não utilizou! Utilizou-os para impor, em Alqueva, um modelo que distribua a riqueza criada, que aumente o emprego, que atraia pessoas para a região? Não, colocou-se ao lado do modelo de aumento da produção assente em multinacionais, no agronegócio e na monocultura.

 

Serviram os votos no PS para aumentar salários, consolidar os direitos dos trabalhadores? Não, os seus deputados estiveram ao lado do Código de Trabalho de Vieira da Silva, que desregulou as relações de trabalho. Estiveram ao lado do congelamento das pensões mínimas. Estiveram ao lado do encerramento de escolas, de postos de correio e da GNR. E aqui poderíamos passar um serão a elencar os malefícios da política de direita do PS, do PSD, e do CDS.

Sobre deputados do PS, estamos conversados.

 

Amigos e camaradas,

 

Este é o tempo de escolher entre seguir o mesmo caminho – e isso acontecerá se os mesmos do costume continuarem a governar o país –, ou mudar de rumo e para isso é preciso dar força a quem tem as soluções. A quem é verdadeira alternativa. A quem tem demonstrado que é capaz de enfrentar os mais altos interesses instalados, para defesa do povo, dos trabalhadores e do país.

É tempo de escolher entre continuar a desvalorização do trabalho, dos salários e das pensões (seja essa desvalorização feita mais depressa ou mais devagar, com mais este ou mais o outro pormenor, que vão distinguindo, pouco, PS e PSD), ou valorizar aquilo que efetivamente faz crescer o país, aquilo que efetivamente produz a riqueza, que são o trabalho, os trabalhadores, as micro, pequenas e médias empresas, a agricultura familiar.

 

Amigos e camaradas,

 

A campanha eleitoral que se aproxima é uma tarefa de exigência e responsabilidade. Uma tarefa que tem de mobilizar todos aqueles que acreditam na CDU enquanto projeto transformador da sociedade e do país. Todos aqueles que não se conformam com o país que temos, porque acreditam que um outro país mais justo é, não só, possível como necessário.

 

Uma tarefa que incorpora um importante momento da vida partidária, da vida cultural e da campanha eleitoral – a Festa do Avante! Festa que não será uma atividade de concorrência com a campanha, mas sim um espaço, de mobilização e reforço, na sua construção e na sua mensagem. Façamos da Festa, da Alegria, da Juventude, da Cultura, da Fraternidade, um importante elemento da nossa campanha.

 

Mas estas tarefas de exigência estão facilitadas pela cultura e experiência do trabalho coletivo que nos caracteriza. Facilitada porque, a curta lista de seis candidatos, não se representam a si mesmos mas representam um projeto politico tão vasto e amplo, que não caberia apenas nos seis que hoje se apresentam.

 

A CDU, as suas propostas e as suas soluções, são um projeto nacional, um projeto de muitos e para todos. E é isto que nos dá a confiança que faremos uma boa campanha eleitoral de mobilização e esclarecimento. E depois dela a CDU sairá reforçada e com o reforço da CDU sairá também reforçada a esperança no futuro do nosso distrito e do nosso país.

 

Viva o Distrito de Beja

 

Viva a CDU  

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